sábado, 25 de abril de 2009

Sul-africanos votaram no ANC,


Mais de metade dos eleitores sul-africanos votaram no ANC, actualmente no poder na África do Sul, o que permite ao líder deste partido, Jacob Zuma, tornar-se presidente, anunciou a comissão eleitoral।


O Congresso Nacional Africano (ANC) conquistou 11,6 milhões de votos, ou seja mais de metade dos 23 milhões de eleitores inscritos, o que lhe assegura assim um avanço que não pode ser recuperado, revelou a comissão eleitoral।


O líder do ANC, Jacob Zuma, torna-se assim no quarto presidente negro da África do Sul। Com 99 por cento dos boletins contabilizados, o ANC deverá obter um pouco menos do que a maioria de dois-terços, enquanto o seu principal rival, a Aliança Democrática, obteve 16,54 por cento dos votos.


A terceira força política mais votada, o Congresso do Povo, formado em Dezembro, por dissidentes do ANC, obteve, por seu lado, 7,42 por cento dos votos.

Armando Guebuza, exonerou esta quinta-feira Mário Mangaze

O Presidente da República, Armando Guebuza, exonerou esta quinta-feira Mário Mangaze e António Pale dos cargos de presidentes do Tribunal Supremo e Administartivo। Guebuza exonerou ainda Rui Baltazar do cargo de Presidente do Conselho Constitucional।
Em substituição de Mário Bartolomeu Mangaze Guebuza nomeou o Juiz Conselheiro Ozias Pondja, figura muito próxima de Mangaze।

Para o cargo de Presidente do Tribunal do Administrativo, o Chefe de Estado indicou Machatine Munguambe।

O Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo Luís Mondlane foi indicado pelo Presidente da República para o cargo de Presidente do Conselho Constitucional, em substituição de Rui Baltazar।
Luís Mondlane
Pres. do Conselho Constitucional

Foi juiz dos “tristes” tribunais revolucionários militares nos tempos do partido único। É tido como uma das pessoas mais próximas de Mário Mangaze. É juiz conselheiro do Supremo e é também juiz presidente do tribunal da SADC
।
Ozias Ponja
Pres. do Tribunal Supremo

Em 1978, foi delegado da Procuradoria da República na província da Zambézia. Anos mais tarde, foi juiz do Tribunal Revolucionário Popular de Cabo Delgado, funções que também exerceu na província da Zambézia.
É juiz conselheiro do Tribunal Supremo desde 2002।
Machatine Munguambe
Pres. do Tribunal Administrativo

É mestre em Ciências Jurídico-políticas com especialização em Direito Público. De 1988 a 1995, foi director da faculdade de direito da universidade eduardo Mondlane; de 2003 a 2004, foi indigitado para representar o governo junto da Comissão Nacional de Eleições; de 2001 à data da sua nomeação era reitor da ACIPOL.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Três mil bicicletas substituem “chapa”


Cerca de três mil bicicletas de diferentes modelos serão postas no mercado em finais de Maio próximo através de feiras, devendo na primeira fase privilegiar-se os funcionários do Estado residentes na cidade e província do Maputo, para que possam as usar na sua deslocação de e para os locais de trabalho em substituição paulatina dos transportes semicolectivos de passageiros, os “chapa”, que teimam em escassear।


O projecto, liderado pelos Ministérios dos Transportes e Comunicações (MTC) e da Indústria e Comércio (MIC), visa ainda massificar nos cidadãos a opção por um meio de transporte amigo do ambiente, que dispensa combustíveis e que permite a prática de exercício físico, para além de supostamente reduzir o tempo de espera nas paragens dos autocarros e nos congestionamentos, agora típicos nas horas de ponta nos principais centros urbanos do país.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Eleições são a 28 de Outubro

O PRESIDENTE da República, Armando Emílio Guebuza, determinou ontem, através de Decreto Presidencial, que as eleições gerais presidenciais e legislativas e para as assembleias provinciais têm lugar no dia 28 de Outubro de 2009.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Moçambicanas em festa


A MULHER moçambicana está hoje em festa, comemorando mais um 7 de Abril, seu dia e de homenagem à heroína Josina Machel।

quinta-feira, 2 de abril de 2009

1.ª Conferência Extraordinária da Frelimo em Sofala


Henriques Bongesse é o novo 1।º Secretário do Comité Provincial
A 1।ª Conferência Extraordinária Provincial do partido Frelimo elegeu, por unanimidade, Henriques Bongesse para o cargo de primeiro secretário provincial daquele partido em Sofala. Os restantes membros do secretariado do Comité Provincial foram também eleitos: Omar Jalilo, Fátima Batalhão, e Florência Razo Alface.

A principio, Bongesse concorria para a vaga deixada em aberto por Lourenço Bulha, com Antónia Simão Charre, e ela era tida como a grande favorita. Inexplicavelmente desiste e retira-se da corrida deixando espaço aberto para a unanimidade que conduziu o administrador de Marromeu ao cargo 1.º Secretário do mais algo órgão estatutário do partido Frelimo na província de Sofala que tem a sua sede na Beira.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A Propósito da Crise Financeira Mundial


A SAÍDA É POLÍTICA E NÃO ECONÓMICA।

Percorri nestes últimos dias, numa série de pesquisas sobre o ponto de situação a que se encontra o mundo em relação a crise financeira mundial que o planeta enfrenta, Niall Ferguson, autor do livro The Ascent of Money, prevê que os efeitos da referida crise serão prolongados e antes do seu término haverá sangue, guerras civis irão ocorrer। Governantes moderados tornar-se-ão extremos, (sic). Já esta semana o ministro moçambicano da Planificação e Desenvolvimento Rural, Aiuba Cuereneia, fez saber que o Governo moçambicano revelou terça-feira que pelo menos dois dos 19 doadores do país, que anualmente financiam cerca de 50% o Orçamento moçambicano, estão a reavaliar a sua participação “devido à crise financeira”। Deste lado do campo, num ponto de vista muito particular, suponho que não dá para esperar coisa diferente, esta crise em que o planeta mergulhou nos últimos meses tem sua origem na raiz do sistema capitalista e por isso mesmo, será duradoura। Dela emergem outras questões fundamentais a serem enfrentadas, como a dívida pública dos países periféricos, dos quais não escapam os africanos, em particular Moçambique, a questão do desemprego global. As coisas parecem, mas não são। Parece que proprietários de imóveis irresponsáveis em conluio com credores gananciosos nos EUA, provocaram a o colapso geral que derrubou Bolsas, retraiu as vendas, enxugou o crédito, travou as engrenagens do sistema e fez muitas mais coisas das que vimos pela TV, ouvimos pela Rádio, lemos pelos jornais, e retroprojectam-se na nossa mesa de refeição, nas dificuldades de puder mandar as crianças a escola com material suficiente, em fim, nos altos níveis de insegurança pública que enfrentamos nas estradas. Resposta fácil para um problema complexo। Ilusão reduzir as coisas a este patamar de explicações, apesar de largamente utilizado por comentaristas económicos atónitos diante da falência repentina de suas teses neoliberais. Nosso planeta é acometido de uma doença que se arrasta há séculos denominada capitalismo, que como sugere o nome, acumular capital é sua sina। A enfermidade global recebe doses medicamentosas regulares que adiam os problemas e, não raro, não fazem mais efeito, provocando surtos permanentes e persistentes de crises. Assim, em muitos países africanos, já que a rolha foi puxada e o capital fictício desceu ralo abaixo, em questão de segundos, continua se recorrendo, agora de forma mais caprichosa e exagerada ao erário público para solicitar desavergonhadamente por auxílio, no que são prontamente atendidos। Encurralados, não havia outra saída: é melhor sacrificar o discurso do que o lucro. Mas é preciso ir mais além, como capitalizar os estados africanos, em particular Moçambique para fazer frente aos desafios sociais, provocando o estancamento imediato da sangria de riquezas do país através da interrupção do pagamento da dívida externa e interna, acompanhada de uma auditoria।
O que parece coisa de louco para o capital normalmente é saudável para o trabalho। Além do mais, Moçambique é um país estratégico no sentido de potencializar as acções das nações parceiras da África Subsahariana। Há um terreno amplo e favorável para aprofundar laços de cooperação económica, de imposição de novas políticas sociais no lugar do assistencialismo, de romper definitivamente com o quadro histórico de dominação, usurpação e espoliação do continente. Mas a grande perda mesmo será não aproveitar a conjuntura política continental e articular uma frente cujo lema bem poderia ser “Outra África é Possível”। A saída é política e não económica. Por: Zacarias Chambe (Estudante da Faculdade de Ciências Sociais, Curso de História Política e Gestão Pública pela Universidade Pedagógica-Nampula)