terça-feira, 18 de novembro de 2008

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS - Pela primeira vez votação será em urnas transparentes

URNAS transparentes que vão ser usadas na votação de amanhã, quarta-feira, constituem a grande inovação introduzida pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) para as eleições que terão lugar nas 43 autarquias do país। O facto foi revelado ontem, em Maputo, pelo Director-Geral do STAE, Felisberto Naife, para quem o processo de preparação deste acto decorre sem sobressaltos em todo o país.
O STAE dispõe de um total de 400 viaruras para proceder à distribuição do material de votação pelas 3125 mesas de assembleias de voto que irão funcionar no decurso da eleição que se realiza amanhã nas 43 autarquias nacionais। Desta frota, 64 pertencem à instituição, 24 foram disponibilizadas pelo PNUD, 141 são alugadas e as restantes disponibilizadas pelos governos provinciais e distritais.

Neste momento, os materiais de votação estão a ser transportados das capitais provinciais para as sedes distritais e destas para os locais de votação। Os órgãos eleitorais estão a trabalhar para que todo este material seja colocado nas mesas de voto às 5.00 horas de amanhã de modo que a votação arranque às 7.00 horas do mesmo dia, como o previsto na Lei.

Para estas eleições, o STAE procedeu à capacitação de 17 mil membros das assembleias de voto, dos quais serão seleccionados 15625 para trabalharem em 3125 mesas nas 43 autarquias.

Autárquicas/2008 : Tudo a postos para as eleições


ESTÁ tudo a postos para a realização, amanhã, das eleições autárquicas nos 43 municípios do país। Segundo fonte do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), tanto os materiais como o pessoal envolvido no processo já se encontram nos locais de votação, com vista a garantir que as urnas abram às 07.00 horas.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS - Campanha foi positiva - conclui CNE e Observatório Eleitoral


A COMISSÃO Nacional de Eleições (CNE) e o Observatório Eleitoral (OE) são unânimes em atribuir nota positiva à campanha eleitoral que ontem terminou nas 43 autarquias do país.


As 48 horas que antecedem o dia da votação são reservadas à reflexão dos potenciais eleitores, para que tenham um voto consciente।






Ferroviário campeão nacional


O FERROVIÁRIO de Maputo sagrou-se ontem campeão nacional de futebol de 2008 ao vencer na última jornada o Costa do Sol por 2-0, num jogo táctico em que o lema foi: cedo se resolve, cedo se ganha o título।


Os “locomotivas” terminaram a prova folgados com 56 pontos, mais cinco que o Atlético Muçulmano, concorrente directo, que foi à Lichinga perder com o FC local por uma bola sem resposta, mas que acabou por ser a formação sensação da prova. Para a divisão secundária desceram o Ferroviário de Pemba, Estrela Vermelha e Benfica de Macúti. A jornada do fim-de-semana, portanto a última, apesar da luta pelo título apenas se ter resumido ao Ferroviário e Atlético, acabou sendo bastante equilibrada. O Benfica de Macúti, já despromovido, foi à Nampula empatar com o também desqualificado do Moçambola, o Ferroviário de Pemba, a dois tentos. O Desportivo e Maxaquene terminaram a prova colados com 30 pontos como bons vizinhos que são, revelando o mau momento que atravessam. O Estrela Vermelha, que também vai jogar nos “quarteirões”, arrancou um precioso empate diante dos “alvi-negros” sem abertura de contagem, enquanto os “tricolores” empatavam com a Liga Muçulmana a dois tentos. O Textáfrica que comemorou a permanência no Moçambola empatou em casa com o Chingale a zero golo. O Ferroviário de Maputo, como já o dissemos, foi um digno campeão com 56 pontos, enquanto o Atlético terminou em segundo com 51. O Ferroviário da Beira, que à entrada desta ronda estava em quinto, pulou para o terceiro com 44. Destaque também para a subida galopante do FC Lichinga, que passou do sexto para o quarto com os mesmos pontos (43) do terceiro, Liga Muçulmana. O Costa do Sol, que era o detentor do título, caiu para o sexto lugar. Destaque ainda para o Chingale que terminou com 36 pontos, mais dois que o Ferroviário de Nampula. A dupla de vizinhos Desportivo/Maxaquene ocupou as posições imediatamente a seguir com 30 pontos cada. Os “fabris” do Planalto de Manica totalizaram 23, enquanto o Estrela e Ferroviário terminaram com 19 pontos. O Benfica de Macúti foi o último com apenas 10.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Malangatana e José Forjaz juntos na Fortaleza de Maputo


Intitulada “Pedra e Arquitectura”, a exposição surge no âmbito da celebração dos 121 anos da cidade de Maputo, e ela abriu a dez deste mês।


Malangatana aparece no acto com doze enormes painéis de mármore nos quais faz uma reprodução do passado, do presente e, de certa forma, procura dar uma perspectiva daquilo que será o futuro desta sociedade, mas também de outras। Aliás, é característica de Malangatana a abordagem dos anseios da sociedade, dos seus sucessos, mas também dos malefícios, seja provocados por actos que têm responsabilidade no ser humano, como também quando ele próprio – o Homem, sobretudo, o africano - busca respostas na sua tradição, nos seus ancestrais.


Já José Forjaz apresenta uma série de obras por si elaboradas. É uma arquitectura que roça muito a componente da arte moderna e contemporânea, onde a frescura combina com a simplicidade o belo efeito, a luz e a natureza, criando um entrelaçamento de cores e imagens que se tornam superiores e fazem dele aquele arquitecto e projectista que é.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

“Caso 220 biliões do MINT” : Valores de que se fala podem baixar muito - considera defesa dos arguidos


A DEFESA dos nove arguidos acusados de desfalque no Ministério do Interior, tendo a cabeça o ex-ministro Almerino Manhenje, acredita que com a realização de diligências solicitadas ao tribunal, o valor de que os seus clientes são acusados poderá baixar ainda mais। Depois das primeiras indicações, conseguiu-se provar que efectivamente o valor em falta situava-se em 31 biliões e não em 220 como desde o início foi referenciado no processo.


Falando ao Notícias, Lourenço Malia disse esperar que com as diligências em curso, após se requerer a instrução contraditória, os acusados possam provar que o valor em falta não é o que vem sendo propalado।


“Sempre disse e acredito que o valor vai baixar muito mais। Estamos satisfeitos com o curso dos acontecimentos, uma vez que nesta fase estamos a conseguir provar que os dados não são os que vêm sendo referenciados. Portanto, acreditamos que nos próximos tempos haja novos desenvolvimentos apontando para mais uma redução do montante” – disse, acrescentando que há diligências solicitadas ao tribunal que poderão trazer novos elementos.


Depois de notificados da acusação do Ministério Público, os advogados trataram de requerer a abertura da instrução contraditória, como forma de procurar provar que o dinheiro em falta não se trata de 220 biliões। Das primeiras indicações, provou-se que se trata de 31 e não 220 biliões.


Neste processo Almerino Manhenje é acusado de 49 crimes, sendo 42 crimes de pagamento de remunerações indevidas, três de cumplicidade, três de abuso de cargo ou funções e um caso de desvio de fundos do Estado। Os restantes sete constituintes, também funcionários do MINT, são igualmente acusados de envolvimento no desvio de fundos do Estado e em casos de abuso de cargo ou funções, crimes cujo número varia entre um e dois.


O nono arguido, que na altura dos factos era proprietário de uma empresa que fornecia serviços ao Ministério do Interior, é defendido pelo advogado Tomás Timbane. Trata-se de Armando Júnior, PCA do INSS.
Os nove arguidos do processo 771/PR/08, nomeadamente Almerino Manhenje, Lourenço Jaquessone Mathe, Manuel Luís Mome, Luís Rusé Colete, Rosário Carlos Fidelis, Serafim Carlos Sira, Álvaro Alves Nuno de Carvalho e Dionísio Luís Colege, funcionários do MINT, bem como Armando Pedro Muiuane Júnior, PCA do INSS, foram conduzidos à Cadeia Civil a 22 de Setembro último por ordem da Procuradoria da República a nível da cidade de Maputo।


Após terem sido apresentados ao juiz de instrução, Boaventura Canuma, dois dias depois e legalizada a sua detenção, os respectivos advogados de defesa requereram ao tribunal que eles fossem provisoriamente libertados, mediante pagamento de caução ou aplicação de outras medidas jurisdicionais। Entretanto, o juiz decidiu mantê-los na prisão.


Os arguidos só começaram a receber visitas de familiares no dia 13 do corrente mês, no decurso da quarta semana após terem entrado naquela penitenciária.

Eis o prroblema