terça-feira, 7 de outubro de 2008

Doença misteriosa põe RAS em alvoroço

OS hospitais académicos de Joanesburgo e Pretória estavam ontem em estado de alerta contra uma misteriosa doença infecciosa, aparentemente oriunda da Zâmbia, que já matou três pessoas, noticiou ontem a agência LUSA।

Uma nota distribuída ontem à Imprensa pelo Departamento de Saúde da província sul-africana de Gauteng revela que uma mulher oriunda da Zâmbia, um paramédico que a acompanhou até Joanesburgo e uma enfermeira que a tratou morreram sem que a doença que os vitimou tenha sido identificada।

Todos os testes feitos aos três pacientes, entre os quais à febre das carraças, febre hemorrágica e outras infecções potenciais, tiveram resultados negativos, refere a nota।

A primeira paciente chegou da Zâmbia a 12 de Setembro, tendo sido admitida nesse mesmo dia na clínica Morningside Medi com sintomas semelhantes aos de uma gripe, tendo morrido dois dias depois। A 27 de Setembro, um paramédico que tinha acompanhado esta paciente da Zâmbia para Joanesburgo foi igualmente admitido na mesma clínica. O seu estado, que melhorou significativamente após ter sido hospitalizado na clínica, viria a deteriorar-se no passado dia 1 e o paciente morreu no dia seguinte.

Segundo o Departamento da Saúde, uma enfermeira que tratou a primeira paciente na clínica de Morningside Medi morreu domingo no hospital sir Albert Robinson, na zona do Rande Ocidental, onde vivia।

Os responsáveis dizem que todos os profissionais que estiveram em contacto com os três pacientes, bem como as suas famílias, estão a receber um acompanhamento por um período de 21 dias. As autoridades da saúde apelaram ao público para reportar sem demoras situações clínicas, envolvendo sintomas gripais e temperaturas altas, levando de imediato os pacientes aos hospitais académicos de Joanesburgo (Charlotte Maxeke) e Pretória (Steve Biko).

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

George Bush: o novo herói dos intervencionistas socialistas.



De cara, decretaram o fim do neoliberalismo, e houve até quem enxergasse nisso estreitas semelhanças com o fim da antiga URSS। Para estes celerados, se há um “muro” no meio, é tudo igual। Logo, a queda do Muro de Berlim (Berlin Wall) e a queda das bolsas de Nova York (em Wall Street) são coisas similares.


Para encerrar, eu diria que, mais do que uma questão meramente econômica, estamos hoje diante de uma questão de princípios. Como bem lembrou Luigi Zingales, da University of Chicago Business School, as decisões tomadas neste momento não trarão conseqüências somente em curto prazo: “elas irão moldar o tipo de capitalismo em que viveremos pelos próximos cinqüenta anos. Será que queremos viver num sistema onde os lucros são privados, mas as perdas socializadas? Ou queremos vivem num sistema em que as pessoas são responsáveis por suas decisões, onde o comportamento imprudente é penalizado e o comportamento prudente premiado? Para alguém como eu, que acredita sinceramente no sistema de livre mercado, o mais sério risco desta situação actual é que o interesse de uns poucos financistas irá solapar o funcionamento fundamental do sistema capitalista. É hora de salvar o capitalismo dos capitalistas”.

O fim do liberalismo?


A severa crise financeira que se abateu sobre o mundo capitalista leva o observador a pensar os acontecimentos em perspectiva histórica। Estaríamos vivendo o equivalente ao que aconteceu em 1929? Se a resposta for positiva – e temo que seja verdadeira – é de se esperar todos os desdobramentos já vistos àquele tempo, inclusive no circuito de poder mundial. É bom lembrar que a crise de 1929 é uma das causas mais remotas da II Guerra Mundial. Foi o fim do Império Britânico.


Ou haverá algum paralelo com o fim do comunismo stalinista, com a queda do Muro de Berlim e o fracionamento do império soviético, no começo dos anos 90? Será que o modo de vida do Ocidente está entrando em colapso? Estamos vendo o fim último do liberalismo? Aqui as respostas não podem ser diretas. É claro que o epicentro da crise será nos EUA, secundado pela Europa. Daí concluir pelo fim do liberalismo há um salto espúrio.

Domínio americano chegou ao seu fim - considera Presidente russo



O PRESIDENTE russo, Dmitri Medvedev, afirmou ontem, que a era do domínio económico norte-americano chegou ao fim e que o mundo precisa de um novo sistema financeiro “mais justo”।


“A era do domínio de uma economia e de uma divisa foi relegada para o passado de uma vez por todas”, declarou Medvedev durante as consultas
russo-germânicas em São Petersburgo, na presença da chanceler alemã, Angela Merkel।

“Devemos trabalhar juntos na criação de um novo sistema económico-financeiro mais justo, baseado nos princípios da multipolaridade, da supremacia da lei e do respeito pelos interesses mútuos”, acrescentou o Presidente russo, referindo-se à crise financeira que a economia mundial atravessa।


“Os acontecimentos dos últimos tempos confirmam que um único país, mesmo que poderoso, não está em condições de ser uma espécie de `megaregulador`”, disse, referindo-se aos Estados Unidos।


Para o Presidente russo, o mundo “precisa simplesmente de novos mecanismos de decisão colectiva e de responsabilidade colectiva”।


As declarações de Medvedev foram feitas um dia depois de o Primeiro-Ministro russo, Vladimir Putin, ter afirmado que a crise financeira mundial se deve à “irresponsabilidade do sistema” financeiro norte-americano।


As críticas de Vladimir Putin foram recusadas pela Casa Branca।


Ontem, numa entrevista publicada pelo jornal italiano “Il Sole-24 Ore”, o Prémio Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, considerou que a adopção de um plano de saneamento do sistema financeiro "não preencherá o vazio de liderança" nos EUA। Este vazio de liderança, sublinhou Stiglitz, apenas poderá ser preenchido "pelo próximo presidente".


Por outro lado, o economista estimou que o papel de liderança dos EUA na cena internacional "sai claramente enfraquecido" desta crise। "A capacidade de dizer aos outros como devem fazer as coisas chegou ao fim", previu o Prémio Nobel 2001.


Referindo-se ao G8 - grupo que reúne os sete países mais industrializados e a Rússia - como "um fórum americano", Stiglitz sublinhou que os outros países "devem passar a ser mais escutados" pelos Estados Unidos।


Na quarta-feira o Senado aprovou uma versão reformulada do “Plano Paulson” destinado a sanear o sistema financeiro norte-americano। A nova versão do “Plano Paulson” prevê um aumento das garantias dos depósitos bancários e o prolongamento por dois anos de benefícios fiscais. O novo plano prevê um aumento de 100 mil para 250 mil do montante dos depósitos garantidos pela FDIC, entidade que garante esses depósitos.


Na segunda-feira, o plano do secretário norte-americano do Tesouro tinha sido rejeitado pelo Congresso, devido à oposição de uma maioria de republicanos. Hoje, o Congresso deverá votar outra vez a nova versão do “Plano Paulson”.

Nicholas II, mandado assassinar por Lenine


Tribunal Supremo da Rússia reabilita família do último Czar


O Tribunal Supremo da Rússia acaba de deliberar que o último Czar, Nicholas II e a sua família foram vítimas da repressão política, devendo por isso ser reabilitados perante a história। Nicholas II, a sua esposa, os cinco filhos, um médico particular, assim como três empregados domésticos foram sumariamente executados pelo regime soviético em Julho de 1918। Até agora, os tribunais de primeira instância da Rússia haviam-se recusado a rever as circunstâncias da morte do último czar russo e dos membros da sua família, alegando ter-se tratado de um simples assassinato e que não havia indícios de opressão por parte do Estado. Esta posição dos tribunais de primeira instância foi sistematicamente rejeitada pelos advogados dos descendentes de Nicholas II. Na opinião abalizada do advogado da família Romanov, “houve um veredicto, houve um telegrama enviado de Ekaterinburg para Moscovo. Foi Vladimir Lenine quem deu as ordens. As autoridades soviéticas eram o poder legalmente constituído na altura, e foram elas que levaram a cabo a execução do Czar Nicholas II e da sua família”. A Procuradoria-Geral da República russa alegou que o último Czar e os seus familiares haviam sido mortos sem culpa formada ou sem que houvesse uma decisão de qualquer tribunal e por esse motivo não havia necessidade de se proceder à reabilitação das vítimas. A chefe da família Romanov, a Grande Duquesa Maria Vladimirovna, insistiu que o último imperador russo e a sua família haviam sido mortos por motivos políticos. Nesta última quarta-feira, dia 1 de Outubro, o Tribunal Supremo da Rússia acabou por concordar com a posição da família Romanov que desde há anos vinha tentando repor a legalidade em face das brutalidades do regime de opressão comunista imposto à força na chamada União Soviética. Numa declaração, o chefe da Casa Real Russa, Alexander Zakatov, afirmou que “não se poderia tolerar o facto dos membros da última família real russa serem considerados de criminosos,” acrescentando: “Agora, o seu bom nome acaba de ser restaurado sob o ponto de vista legal.” Na sequência da revolução de 1917, o Czar e a sua família foram primeiro transferidos para a Sibéria e depois para os Urais. Foram mantidos prisioneiros numa casa no centro de Ekaterinburg, que estava cercada por uma vedação alta. Ninguém tinha permissão para entrar no local sem autorização especial. O Czar e a sua família permaneceram nesse reduto até ao momento da sua execução sem julgamento, sob a alegação, típica de regimes do género, de serem “inimigos do povo”. Os restos mortais de Nicholas II, de sua mulher, dos cinco filhos e dos empregados domésticos foram descobertos nos princípios dos anos 90. Desde então, investigadores procederam à identificação de todas estas vítimas do regime de ditadura comunista implantado em Moscovo em 1917. Em 1998, os membros da família russa, mandados assassinar pelo verdugo Vladimir Lenine, foram enterrados na capela da Catedral de Santo Petersburgo. Dois anos mais tarde, foram canonizados em face das circunstâncias em que morreram às mãos da tirania política instaurada em Moscovo.


MP acusa arguidos do “caso 220 biliões”



O MINISTÉRIO Público procedeu ontem à acusação do processo que ostenta o número 771/PR/08, através do qual nove arguidos se encontram detidos desde o dia 22 de Setembro, indiciados no desfalque de 220 biliões de meticais da antiga família no Ministério do Interior।


Deduzida a acusação, o processo deu entrada na secção de distribuição geral e ontem, ao princípio da tarde, foi entregue ao juiz Octávio Tchuma, que desde já passa a conduzir o caso. Este processo tem como arguidos o ex-ministro do Interior, Almerino Manhenje, assim como sete dos seus ex-colaboradores, designadamente Lourenço Jaquessone Mathe, Manuel Luís Mome, Luís Rusé Colete, Rosário Carlos Fidelis, Serafim Carlos Sira, Álvaro Alves Nuno de Carvalho, Dionísio Luís Colege e Armando Pedro Muiuane Júnior, actual PCA do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Por responder continua o pedido dos advogados de conceder liberdade provisória aos seus constituintes.

Eleições autárquicas : AR apela à participação


A ASSEMBLEIA da República iniciou ontem os trabalhos da sua IX Sessão Ordinária, com as duas bancadas a exortarem todos os cidadãos eleitores a participarem activamente nas eleições autárquicas de 19 de Novembro. Tanto a Frelimo como a Renamo-União Eleitoral referem que só assim os moçambicanos poderão participar no desenvolvimento socioeconómico dos seus locais de residência.